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Blog da DINOSFERA


Explosão de Vida

10/01/08

 

Há muitos e muitos anos... na verdade milhões e milhões de anos atrás... houve uma gigantesca explosão no nosso planeta que mudaria sua história para sempre. Não, não se trata do impacto de um cometa ou meteoro, nem explosão de bomba atômica... Estou falando da explosão da vida em nosso planeta, ou seja, do aumento muito grande e rápido da diversidade de vida em nosso planeta. Isso aconteceu entre cerca de 542 e 520 milhões de anos no passado em um período da pré-história chamado Cambriano.

 

Como resultado essa grande explosão nos trouxe o surgimento da maior parte dos principais grupos de animais complexos que conhecemos hoje em dia. Como sabemos disso? Bem, as rochas sedimentares dessa época são as mais antigas a apresentar os restos fossilizados desses animais. Essa história é conhecida no mundo todo e é conhecida como A Explosão Cambriana. Mas como a ciência nunca pára, alguns cientistas parecem ter encontrado registros fósseis de um outro acontecimento parecido com aquele, só que alguns milhões de anos antes.

 

A recém descoberta Explosão Avalon teria ocorrido também com formas de vida macroscópicas, mas que nada tinham de parecido com aquelas da Explosão Cambriana. Todas essas descobertas estão relacionadas com a evolução dos organismos e, portanto, apresentam relação direta com as idéias do naturalisat inglês Charles Darwin, que em 1859 publicou um importante assunto sobre a evolução e origem das espécies.

 

Está com dúvidas. Vá em frente, pesquise sobre o assunto.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 16h51
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ATENÇÃO!!! Mais diversão e cultura nas aulas de Ciências

 

A DINOSFERA – Aventura Paleontológica está oferecendo mais diversão, entretenimento e cultura para as crianças ao longo do ano...

 

Atendemos escolas que queiram proporcionar às crianças momentos inesquecíveis ao lado de Dinossauros.

 

Vale a pena lembrar... a DINOSFERA vai até você com seus profissionais e com seu material exclusivo. É conveniência para você que quer ver as crianças aprenderem brincando.

 

Entre em contato conosco por telefone ou pelo e-mail.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 10h26
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DNA para conhecer a evolução do homem

24/08/07

 

Sempre quando ouvimos falar em evolução do homem, seus ancestrais ou homens das cavernas ouvimos falar do homem de Neandertal. Esse é, sem dúvida um dos nossos ancestrais mias famosos e teriam, inclusive vivido lado a lado com nossos ancestrais mais próximos, ou seja, os primeiros homens modernos a existirem.

 

Recentemente, restos de DNA com idade de cerca de 100 mil anos revelaram aos cientistas que os neandertais eram mais diversificados do que se pensava antes, sobretudo nos momentos iniciais após a origem da espécie. O homem de Neandertal recebe o nome científico de Homo neanderthalensis, enquanto nós somos Homo sapiens. Esse nosso antepassado viveu na região que hoje é a Europa e oeste da Ásia entre 230 mil anos e 29 mil anos atrás, numa época conhecida como Paleolítico Superior. Eles foram os únicos representantes do gênero Homo na Europa na maior parte dos últimos 300 mil anos e desapareceram há aproximadamente 30 mil anos, logo após a chegada do homem moderno ao continente.

 

O DNA analisado era do tipo miticondrial (encontrado nas mitocôndrias, pequenos componentes de nossas células) e foi extraído de uma mandíbula com cerca de 100 mil anos pertencente a uma criança entre 10-12 anos de idade, encontrada na região da Bélgica. Esse DNA confirmou que havia grande diferença entre os primeiros homens de Neandertal que surgiram e os que vieram mais tarde. Além disso, mostrou também que o homem de Neandertal e o homem moderno são parentes distantes.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 10h26
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As patas da cobra

23/08/07

 

Um fóssil de uma serpente, encontrado na Patagônia Argentina em 2003, tem contribuído com novas informações sobre a origem desses répteis. Trata-se do fóssil mais antigo de cobras descoberto até agora e, ao que tudo indica, sugere que a origem das serpentes foi mesmo em terra firme. Essa questão (da origem das serpentes) é bastante debatida no meio científico, uma vez que muitos pesquisadores defendem uma origem marinha para esses animais.

 

De acordo com a nova descoberta, que conta com a participação de um pesquisador brasileiro, fica preenchido um espaço que existia no conhecimento sobre a escala evolutiva desse grupo de vertebrados, ou seja, mais um elemento dessa história evolutiva foi descoberto. O fóssil em questão tem aproximadamente 70 cm de comprimento e apresenta patas posteriores que medem entre 1,5 e 2 cm. Outros fósseis da mesma localidade podem pertencer à mesma espécie e sugerem tamanhos ainda maiores para esses bichos, com cerca de 1 metro.

 

A nova espécie foi chamada de Najash rionegrina e sua idade aproximada é de 90 milhões de anos, em pleno Período Cretáceo da Era Mesozóica. Contudo, de acordo com a teoria da origem terrestre das cobras, tudo teria começado há cerca de 140 milhões de anos em terra firme, sendo que no início todas as espécies tinham um par de patas anterior e um posterior, assim como ocorre nos lagartos até hoje. Com o tempo os membros anteriores desapareceram e mais tarde foi a vez de sumirem os membros posteriores. A espécie argentina é a mais antiga encontrada até o momento e mostra justamente essa fase da evolução em que as cobras ainda tinham as patas traseiras.

 

A procura por fósseis de serpentes mais antigos ainda continua... só assim o mistério de sua evolução pode ser compreendido.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 11h12
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Campeão de velocidade

22/08/07

 

Quem conhece um pouco sobre dinossauros sabe que esses incríveis animais podiam ser de vários tamanhos, desde gigantes de 60 metros de comprimento até pequenos animais do tamanho de uma galinha. Pois é justamente um dinossauro pequeno, do tamanho de um gato doméstico, que está chamando a atenção da Ciência. Isso porque ele teria sido o animal mais rápido sobre duas patas que já existiu.

 

Esse dinossauro viveu há 150 milhões de anos e foi batizado de Compsognathus longipes. Parecido com um lagarto, tendo o tamanho de um gato, esse dino pesava cerca de 3 quilos e poderia chegar a 64 km/h de velocidade. Essa velocidade foi estimada através de programas de computador e, se realmente foi verdade, era mais rápido do que os avestruzes, campeão atual de velocidade em duas patas e que corre a pouco mais de 55 km/h.

 

Sendo assim, o compsognato superaria todos os outros dinossauros, inclusive aquele que tem velocidade até no nome, ou seja, o Velociraptor. Junto com o compsognato foram analisados, ainda, o esqueleto de mais 4 dinos e avaliadas suas possíveis velocidades. Entre compsognatus, velociraptor, tiranossauro, dilofossauro e alossauro o que se saiu melhor foi realmente o compsognatus. Embora alguns cientistas acreditem que o tiranossauro nem conseguia correr, esse estudo mostrou que ele poderia chegar a cerca de 29km/h.

 

Portanto, se você encontrar algum desses dinossauros por aí não invente de apostar corrida com eles...

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 09h55
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Elo perdido, mas nem tanto

20/08/07

 

A evolução dos organismos pode ser estudada de diferentes formas, e uma delas é com o auxílio da Paleontologia. Ao estudarmos a evolução de um animal ou planta sempre esperamos encontrar aquele exemplar que apresente tanto características do ancestral quanto do descendente. É o chamado Elo Perdido. Pois desta vez pesquisadores encontraram um animal que eles mesmos chamaram de peixápode.

 

O esqueleto encontrado tem, vejam só vocês, 375 milhões de anos sendo portanto da Era Paleozóica. Após seu exame detalhado revelou nadadeiras, ou seja, estruturas relacionadas à vida aquática, mas também membros que, embora desajeitados, eram apropriados para uma vida terrestre. Ah, sem falar na cabeça (com aproximadamente 20 cm) que era muito parecida com a de um crocodilo e seu pescoço, costelas e membros parecidos com os de outros répteis. Estamos falando do Tiktaalik roseae, que pareci um peixe e um réptil ao mesmo tempo.

 

Pois esse animal está sendo considerado um importante elo perdido. Justamente aquele que representaria a conquista do ambiente terrestre pelos vertebrados e o início da evolução do um importante grupo dos tetrápodes, ou seja, animais vertebrados com 4 patas ou membros. Pelo local e rochas associadas ao fóssil os cientistas acreditam que ele teria vivido em um clima subtropical e em águas rasas. Outro detalhe que não fugiu aos olhos dos pesquisadores foi que o esqueleto revelou a provável existência de um ouvido, demonstrando que durante a evolução essa estrutura teria surgido nos tetrápodas.

 

Segundo os cientistas responsáveis pela descoberta, o fóssil tem tudo para ser tão famoso e importante quanto o mundialmente conhecido Archaeopteryx, que representaria o elo perdido relacionado aos animais voadores.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 09h25
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Nosso ancestral chinês

15/08/07

 

Sempre tratamos aqui no blog de achado ou de evolução de diferentes animais e plantas. Agora está na hora de descobrirmos um pouco mais sobre a evolução humana. E mais uma vez as descobertas feitas na China contribuíram bastante para conhecermos mais um pouco dessa história. Dessa vez, fósseis de ancestrais do homem foram achados representando um momento da evolução em que nossos ancestrais começavam a se espalhar pelo mundo e seu cérebro começava a crescer.

 

Isso mesmo... O homem e seus ancestrais surgiram e se desenvolveram durante a chamada Era Cenozóica, que começou logo depois da extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. Esse enorme espaço de tempo é dividido em partes menores e um deles é o Pleistoceno, que ocorreu entre 2 milhões e 10 mil anos atrás.

 

Pois foi há 260 mil anos, portanto dentro do Pleistoceno, que o cérebro humano começou a crescer bem rápido em relação ao resto do corpo. Isso é revelado pelos fósseis encontrados na China e que correspondem a um crânio quase completo e em bom estado de preservação, além de ossos da bacia e outras partes do corpo.

 

Outra curiosidade encontrada pelos cientistas é que o tamanho estimado para o corpo desse nosso ancestral estava bem relacionado com o clima da época, outra informação que combina com propostas de outros cientistas de que o corpo de nossos ancestrais foi se adaptando de acordo com as mudanças climáticas, o que continua até hoje. Por exemplo, povos que vivem em locais muito frios têm corpos grandes. Esses ossos chineses, segundo os cientistas, pertenceram a uma fêmea com aproximadamente 1,68 metro de altura e quase 80 kg de peso, ou seja, grande se compararmos com a média das mulheres atuais.

 

É, a evolução do homem ainda esconde mistérios como esse...

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 09h44
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Os dedos do panda

15/08/07

 

Vez por outra ouvimos na TV ou lemos em revistas e jornais algum caso curioso sobre pandas. Ou eles comem muito broto de bambu ou demoram a se acasalar, não importa... esses simpáticos animais sempre estão em evidência. Mas desta vez as manchetes sobre o panda tratam da sua evolução. Foi anunciada a descoberta da mais antiga evidência de polegar falso em um fóssil de ancestral do panda, o que ajuda a entender como ocorreu a evolução entre os dois tipos de pandas. O que??? Você não sabia que existem dois tipos de pandas?

 

Estamos falando do panda gigante (Ailuropoda melanoleuca), com sua pelagem branca e preta e mais de 100kg de peso, e do panda vermelho (Ailurus fulgens), como o próprio nome diz com a pelagem avermelhada e aproximadamente 5kg de peso. Mesmo sendo bastante diferentes eles são semelhantes em alguns aspectos importantes, ou seja, os dois têm a mesma origem, vivem no continente asiático, correm risco de extinção, se alimentam de bambu e possuem um falso polegar, o que tem tudo a ver com essa nova descoberta científica.

 

Você deve estar se perguntando: mas o que é um polegar falso? Para que serve? Esse polegar falso é um osso protuberante presente nos pés e que permite que os pandas tenham uma grande habilidade para manipular os alimentos. O que se observa é que o panda tradicional e o panda vermelho têm o polegar falso, mas com estrutura diferente em cada um deles. Sendo assim imaginava-se que eles tivessem evoluído de maneira independente, a partir de ancestrais diferentes, o que só agora encontra comprovação.

 

Agora houve a descoberta de evidências de um falso polegar em fósseis de um ancestral do panda vermelho. Tanto o fóssil como o panda vermelho têm o polegar falso bem similar em estrutura e posição. Só que o ancestral era carnívoro e o panda vermelho, como comentado acima, é herbívoro e se alimenta de bambu. Sendo assim, imagina-se que o ancestral usava o falso polegar para subir mais facilmente em árvores e evitar os predadores. Com a evolução o panda vermelho adaptou a função do polegar para a manipulação de bambu.

 

Quer saber mais sobre evolução, Charles Darwin e o polegar do panda? Que tal ler o livro “O polegar do panda (1980) de Stephen Jay Gould?

 

Equipe DINOSFERA

 



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 09h42
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Pequenas soluções para grandes problemas

14/08/07

 

Hoje em dia vemos a vida no planeta passando por sérios e grandes problemas. É desmatamento, aquecimento, poluição... o fato é que no passado a vida passou por outras crises até mais severas do que a de hoje. Muitos desses grandes problemas do passado permanecem sem explicação e continuam sendo investigados. E algumas vezes, respostas para grandes problemas podem estar nas pequenas coisas.

 

Foi mais ou menos isso que ocorreu recentemente. No final da Era Mesozóica houve a grande extinção que acabou com os dinossauros e outros tantos organismos. Até aquele momento, os vertebrados que dominavam o planeta eram os répteis do tipo dos dinossauros, com formas e tamanhos bastante variados. Os mamíferos até existiam, mas eram muito pequenos, a maioria não sendo maiores do que ratos e alguns chegando até o tamanho de gatos domésticos. Depois da extinção o quadro se inverteu, e os répteis diminuíram muito de quantidade e os mamíferos passaram a dominar os ambientes. A pergunta que não quer calar é: por quê?

 

Pois um pequeno dente molar descoberto na Argentina, provavelmente de um pequeno mamífero da Era Cenozóica, acaba de se tornar o fóssil mais antigo de um mamífero dessa Era. Na América do Sul a história da passagem da Era Mesozóica para Cenozóica apresenta algumas falhas grandes no que diz respeito aos fósseis dessa época, ou seja, faltam fósseis que ajudem a contar essa parte da pré-história. No entanto, acredita-se que, assim como em outras partes do mundo a fauna sofreu uma grande reformulação naquela época.

 

O dente encontrado pode ajudar a contar essa história. Talvez ele fosse de um mamífero marsupial, grupo que hoje em dia contém animais como cangurus e gambás. Sendo assim, o dente mostra que esse grupo de organismos que surgiu ainda na Era Mesozóica, evoluiu também na América do Sul no início do Cenozóico. Portanto é mais uma importante peça do quebra cabeças se encaixando...

 

E aí? Gostou? Se tiver alguma dúvida escreva para a gente...

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 09h40
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Impacto de peso no Paraná

06/08/07

 

Quando a gente estuda a história do nosso planeta observa que em alguns momentos a Terra foi atingida por muitos meteoros que acabaram causando muitas crateras na superfície. Por exemplo, a bela Cratera do Meteoro, no estado americano do Arizona, tem cerca de 190 m de profundidade por 1,25 km de diâmetro, tendo sido originada há 50 mil anos por um asteróide de 40 m de largura. Por outro lado, é raro ouvir que nosso país tenha uma cratera dessa natureza. Pois agora não só tem como pode ser visitada.

 

O estado do Paraná passou a incluir em seu roteiro turístico uma cratera de quase 10 km de diâmetro, formada pelo impacto de um meteorito há quase 120 milhões de anos. Está localizada no bairro de Vista Alegre do município de Coronel Vivida. Ela é conhecida desde 2004 e é chamada de Cratera de Vista Alegre, hoje um sítio geológico dedicado ao turismo e divulgação da ciência. Essa atração conta com painéis ilustrativos e explicativos sobre sua formação e um mirante com 120 m de altura na borda mais íngreme da cratera, de onde se consegue ver toda sua extensão.

 

Segundo os geólogos a Cratera de Vista Alegre é a quinta descoberta no país, sendo as outras: Domo do Araguainha, com 40 km, entre Mato Grosso e Goiás; Riachão (MA), com 4,5 km; Domo do Vargeão (SC) e Serra da Cangalha (TO), ambas com 12 km. Já no planeta são cerca de 170 já identificadas. É verdade que esse número não é muito grande, mas temos que considerar que algumas estão cobertas por água no fundo dos oceanos e outras podem ter sido desgastadas ou mascaradas pela ação da própria natureza ao longo dos anos, dificultando seu reconhecimento.

 

Agora dados assustadores: Para causar uma cratera como a de Vista Alegre, seria necessário um impacto equivalente a mais de 300 mil bombas de Hiroshima, ou seja,

um impacto com grande liberação de energia.

 

E aí? Gostou? Que tal fazer esse “turismo de impacto” nas próximas férias???

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 09h31
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Uma revisão na origem das aves

05/08/07

 

Já falamos aqui no blog sobre alguns estudos que pretendem discutir a origem das aves. Uma delas falava sobre um pequeno dinossauro chamado Microraptor gui, que tinha quatro asas e provavelmente tinha a capacidade de planar durante o vôo.

 

Recentemente, mais uma peça desse imenso e intrigante quebra-cabeça foi revisada, trazendo informações importantes. Embora seja uma espécie bastante conhecida e estudada, o famoso fóssil de Archaeopteryx lithographica, ou seja, um dinossauro que se parecia com um pássaro, foi reexaminado. E escolheram justamente o primeiro fóssil encontrado dessa espécie e que está na Alemanha desde 1861.

 

Depois de ter sua anatomia e morfologia funcional reinterpretada, as conclusões levam a crer que esse animal não era capaz de levantar vôo sizinho a partir do chão.

Provavelmente o vôo para o Archaeopteryx lithographica só era possível a partir do alto das árvores. Ou seja, deslocava-se como se fosse um planador.

 

Fato curioso é que ficou confirmada uma idéia já bem antiga, de que esses animais teriam asas rudimentares além das principais. De fato o Archaeopteryx lithographica tinha quatro asas, assim como algumas outras espécies parecidas encontradas mais recentemente.

 

E para quem gostaria de ver como as aves primitivas teriam iniciado seu caminho ao vôo completo e seguro, aqui vão duas dicas de vídeos sobre o assunto.

 

http://br.youtube.com/watch?v=MNxt_-f9dmw

http://br.youtube.com/watch?v=BxDQlCmFcdM

 

Aguardem as cenas dos próximos capítulos...

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 16h10
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O homem e seu casaco de pele

13/07/2007

 

Quem aí já ouviu falar que o homem é parente do macaco? Muita gente, né... Pois essa idéia não é totalmente errada, uma vez que somo todos primatas. Agora, quais as principais diferenças entre nós, humanos, e os macacos? Certamente existe um monte delas... Mas alguém já reparou que nós somos os únicos animais sem pêlo entre os primatas? Mais ainda, nós somos os únicos pelados entre todos os mamíferos...

 

Pois os cientistas estão atrás de uma boa resposta para essa curiosidade. Até agora três teorias são mais usadas. Uma delas diz que a falta de pêlo nos humanos teria sido mais vantajosa para nosso grupo durante a evolução, que teria começado 6 milhões de anos atrás, época em que vivia nosso ancestral comum com os chimpanzés.

 

Outra hipótese curiosa sugere que entre 6 e 8 milhões de anos atrás nosso ancestral era um tipo de símio (= macaco) que tinha hábitos semi-aquáticos e buscava comida em águas rasas. Sendo assim, se tivesse uma pelagem muito densa teria desvantagens na água, sobretudo quanto ao isolamento da temperatura. Com o tempo os pêlos em excesso foram perdidos ou substituídos por gordura, por exemplo. Essa teoria é baseada em outros mamíferos aquáticos que sofreram processos parecidos durante a evolução. Contudo, provas paleontológicas de que isso ocorreu com o homem não são convincentes.

 

Outra teoria relaciona a perda de pêlo com um aumento de temperatura, quando nossos ancestrais passaram a habitar as savanas com seu clima quente, abandonando as florestas de temperaturas amenas. Essa teria sido, portanto, uma adaptação para resfriamento do corpo em locais quentes, o que parece bastante razoável, embora a falta de pêlo fosse desfavorável nas noites (geralmente mais frias) e nas épocas mais frias do ano. A perda de pêlo pôde ser compensada, de certa forma, pela habilidade do homem em produzir fogo, abrigos e vestimentas, o que teria ajudado a combater o frio.

 

Há, ainda, sugestões diversas que complementam ou tentam explicar esse fato marcante em nossa evolução. Cientistas sugeriram que a perda de pêlo foi uma maneira de reduzir os parasitas externos (por exemplo, carrapatos, pulgas) que infestavam a pelagem dos nossos ancestrais e podem trazer, além de muita irritação, doenças causadas por vírus, bactérias e protozoários.

 

Por fim, ao longo da evolução, a perda de pêlo pode ter significado um atrativo a mais na hora de um indivíduo escolher seu parceiro para o “namoro”. Ou seja, a ausência de pêlos pode ter se tornado uma característica atraente para o sexo oposto, pois uma pele lisa e limpa poderia significar boa saúde, mais ou menos o mesmo significado da cauda de um pavão.

 

De tudo isso que foi dito, certeza mesmo, só de que somos pelados... e agora precisamos pagar para ter nosso casaco de pele...

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 11h09
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A floresta que virou gelo

12/07/2007

 

Quais são as áreas mais geladas do planeta? Acertou quem respondeu as regiões próximas aos pólos norte e sul como, por exemplo, Groenlândia e Antártica. Mas nem sempre foi assim... O nosso planeta tem uma história de aproximadamente 4,6 bilhões de anos e durante esse tempo todo, muita coisa mudou. Recentemente os cientistas descobriram algumas mudanças que teriam ocorrido na Groenlândia, a maior ilha do mundo e atualmente quase toda coberta por gelo e sem vegetação exuberante. Fato curioso é que seu nome (Groenlândia) deriva do nome inglês Greenland, ou seja, terra verde, justamente o oposto da paisagem atual.

 

Contudo, apesar do nome da ilha hoje não fazer muito sentido, ele reflete uma situação que era comum no passado do território. A partir da análise do DNA de alguns organismos pré-históricos encontrados no gelo os pesquisadores concluíram que o local deve ter tido um clima muito mais quente do que o atual, permitindo a existência de grandes e densas florestas onde hoje só existe gelo, rochas e poucos vegetais no litoral. Os estudos mostram que as temperaturas no sul da ilha variavam entre -17ºC no inverno e 10ºC no verão.

 

Essa floresta, além da riqueza em plantas, deve ter abrigado muitos pequenos invertebrados, tudo isso entre 450 e 900 mil anos atrás. A pesquisa que fez essa descoberta identificou também um clima mais quente para o planeta como um todo nesse período.

 

As amostras de organismos (como, por exemplo, insetos e plantas diversas), de onde foram recuperados os DNAs, foram coletadas em camadas de gelo a cerca de 2 mil metros abaixo da superfície atual. Segundo os pesquisadores todo esse gelo que se acumulou durante milhares de anos foi excelente para a preservação dos organismos e conservação de seu DNA.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 10h46
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Pequeno réptil de duas cabeças

11/07/2007

 

Paleontólogos anunciaram uma descoberta fantástica feita na China. Trata-se dos restos de um réptil marinho que tinha duas cabeças. O fóssil foi encontrado em rochas de cerca de 125 milhões de anos (Período Cretáceo, Era Mesozóica). O esqueleto estava praticamente inteiro, tendo cerca de 7cm de comprimento, e representando, ao que tudo indica, um animal muito, muito jovem, talvez até um recém nascido.

 

Suas características levaram os paleontólogos a considerar esse animal como pertencente ao grupo dos répteis Choristodira e à espécie Hyphalosaurus lingyuanensis. Quando adultos podiam chegar a 1m de comprimento. O fato do animal ter duas cabeças surpreendeu os paleontólogos mas, como ocorre hoje em dia com outros animais, parece se tratar de uma má formação desse indivíduo. Atualmente animais com duas cabeças existem mas são raros, e esse tipo de “defeito” é muito estudado inclusive em medicina. Alguns desses animais incluem cobras, lagartos, crocodilos e tartarugas e chegam a viver por alguns anos, geralmente com a ajuda do homem, pois seria muito difícil um animal desses resistir sozinho na natureza.

 

Embora essas raridades sejam conhecidas da Ciência, os pesquisadores tentam verificar se o fóssil não seria algum tipo de “montagem” resultante dos processos que geraram o fóssil, ou seja, se o esqueleto encontrado na verdade não poderia ser uma sobreposição de dois animais mortos. Até agora não há provas disso e os descobridores do raro fóssil defendem que se trata de um animal com duas cabeças.

 

Gostou? A Paleontologia está cheia de curiosidades como essa...

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 18h17
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Revirando a origem dos mamíferos

10/07/2007

 

Há algum tempo a história dos mamíferos sobre a Terra tem sido contada a partir de um pequeno ancestral, parecido com um musaranho atual (mamífero da Família Soricidae, medindo entre 2,5 e 10cm de comprimento e pesando até 15g). Isso porque os fósseis mais antigos relacionados a um mamífero permitiram reconstituir um animal semelhante. O fóssil foi descoberto há 10 anos no fantástico deserto de Gobi na Mongólia, e motivou inúmeras pesquisas sobre os mamíferos.

 

Os restos desse animal foram encontrados em rochas do Período Cretáceo (entre 145 e 65 milhões de anos atrás). Segundo conclusões recentes, os mamíferos placentários (ou seja, aqueles que têm placenta, assim como nós) teriam surgido há cerca de 65 milhõesde anos no final do Período Cretáceo (final da Era Mesozóica) e início do Período Terciário (início da Era Cenozóica), justamente quando os dinossauros desapareceram.

 

O pequeno animal encontrado fossilizado recebeu o nome de Maelestes gobiensis e teria entre 75 e 71 milhões de anos. O estudo realizado em cima desse fóssil envolveu a comparação com mais de 400 tipos diferentes de esqueletos de mamíferos atuais e também fósseis. Essa iniciativa tinha como um dos objetivos determinar se o Maelestes gobiensis era um mamífero placentário. Como resultado, os pesquisadores concluíram que nenhum dos fósseis de mamíferos conhecidos para o Período Cretáceo eram de placentários, o que leva à conclusão de que os placentários surgiram entre os períodos Cretáceo e Terciário. Essa conclusão combina perfeitamente com uma teoria já mais antiga que diz que a morte dos dinossauros (após a grande extinção) abriu caminho para o florescimento dos mamíferos, uma vez que os dinossauros desapareceram e os mamíferos aproveitaram os nichos deixados por eles.

 

Como ocorre com muitos fatos científicos há correntes de pesquisadores que reconhecem o trabalho realizado mas não acreditam nas conclusões, preferindo acreditar em outros estudos que afirmam que os mamíferos placentários já estariam presentes no Período Cretáceo.

 

É assim que se faz Ciência...

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 10h41
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