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Blog da DINOSFERA


O homem e seu casaco de pele

13/07/2007

 

Quem aí já ouviu falar que o homem é parente do macaco? Muita gente, né... Pois essa idéia não é totalmente errada, uma vez que somo todos primatas. Agora, quais as principais diferenças entre nós, humanos, e os macacos? Certamente existe um monte delas... Mas alguém já reparou que nós somos os únicos animais sem pêlo entre os primatas? Mais ainda, nós somos os únicos pelados entre todos os mamíferos...

 

Pois os cientistas estão atrás de uma boa resposta para essa curiosidade. Até agora três teorias são mais usadas. Uma delas diz que a falta de pêlo nos humanos teria sido mais vantajosa para nosso grupo durante a evolução, que teria começado 6 milhões de anos atrás, época em que vivia nosso ancestral comum com os chimpanzés.

 

Outra hipótese curiosa sugere que entre 6 e 8 milhões de anos atrás nosso ancestral era um tipo de símio (= macaco) que tinha hábitos semi-aquáticos e buscava comida em águas rasas. Sendo assim, se tivesse uma pelagem muito densa teria desvantagens na água, sobretudo quanto ao isolamento da temperatura. Com o tempo os pêlos em excesso foram perdidos ou substituídos por gordura, por exemplo. Essa teoria é baseada em outros mamíferos aquáticos que sofreram processos parecidos durante a evolução. Contudo, provas paleontológicas de que isso ocorreu com o homem não são convincentes.

 

Outra teoria relaciona a perda de pêlo com um aumento de temperatura, quando nossos ancestrais passaram a habitar as savanas com seu clima quente, abandonando as florestas de temperaturas amenas. Essa teria sido, portanto, uma adaptação para resfriamento do corpo em locais quentes, o que parece bastante razoável, embora a falta de pêlo fosse desfavorável nas noites (geralmente mais frias) e nas épocas mais frias do ano. A perda de pêlo pôde ser compensada, de certa forma, pela habilidade do homem em produzir fogo, abrigos e vestimentas, o que teria ajudado a combater o frio.

 

Há, ainda, sugestões diversas que complementam ou tentam explicar esse fato marcante em nossa evolução. Cientistas sugeriram que a perda de pêlo foi uma maneira de reduzir os parasitas externos (por exemplo, carrapatos, pulgas) que infestavam a pelagem dos nossos ancestrais e podem trazer, além de muita irritação, doenças causadas por vírus, bactérias e protozoários.

 

Por fim, ao longo da evolução, a perda de pêlo pode ter significado um atrativo a mais na hora de um indivíduo escolher seu parceiro para o “namoro”. Ou seja, a ausência de pêlos pode ter se tornado uma característica atraente para o sexo oposto, pois uma pele lisa e limpa poderia significar boa saúde, mais ou menos o mesmo significado da cauda de um pavão.

 

De tudo isso que foi dito, certeza mesmo, só de que somos pelados... e agora precisamos pagar para ter nosso casaco de pele...

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 11h09
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A floresta que virou gelo

12/07/2007

 

Quais são as áreas mais geladas do planeta? Acertou quem respondeu as regiões próximas aos pólos norte e sul como, por exemplo, Groenlândia e Antártica. Mas nem sempre foi assim... O nosso planeta tem uma história de aproximadamente 4,6 bilhões de anos e durante esse tempo todo, muita coisa mudou. Recentemente os cientistas descobriram algumas mudanças que teriam ocorrido na Groenlândia, a maior ilha do mundo e atualmente quase toda coberta por gelo e sem vegetação exuberante. Fato curioso é que seu nome (Groenlândia) deriva do nome inglês Greenland, ou seja, terra verde, justamente o oposto da paisagem atual.

 

Contudo, apesar do nome da ilha hoje não fazer muito sentido, ele reflete uma situação que era comum no passado do território. A partir da análise do DNA de alguns organismos pré-históricos encontrados no gelo os pesquisadores concluíram que o local deve ter tido um clima muito mais quente do que o atual, permitindo a existência de grandes e densas florestas onde hoje só existe gelo, rochas e poucos vegetais no litoral. Os estudos mostram que as temperaturas no sul da ilha variavam entre -17ºC no inverno e 10ºC no verão.

 

Essa floresta, além da riqueza em plantas, deve ter abrigado muitos pequenos invertebrados, tudo isso entre 450 e 900 mil anos atrás. A pesquisa que fez essa descoberta identificou também um clima mais quente para o planeta como um todo nesse período.

 

As amostras de organismos (como, por exemplo, insetos e plantas diversas), de onde foram recuperados os DNAs, foram coletadas em camadas de gelo a cerca de 2 mil metros abaixo da superfície atual. Segundo os pesquisadores todo esse gelo que se acumulou durante milhares de anos foi excelente para a preservação dos organismos e conservação de seu DNA.

 

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 10h46
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Pequeno réptil de duas cabeças

11/07/2007

 

Paleontólogos anunciaram uma descoberta fantástica feita na China. Trata-se dos restos de um réptil marinho que tinha duas cabeças. O fóssil foi encontrado em rochas de cerca de 125 milhões de anos (Período Cretáceo, Era Mesozóica). O esqueleto estava praticamente inteiro, tendo cerca de 7cm de comprimento, e representando, ao que tudo indica, um animal muito, muito jovem, talvez até um recém nascido.

 

Suas características levaram os paleontólogos a considerar esse animal como pertencente ao grupo dos répteis Choristodira e à espécie Hyphalosaurus lingyuanensis. Quando adultos podiam chegar a 1m de comprimento. O fato do animal ter duas cabeças surpreendeu os paleontólogos mas, como ocorre hoje em dia com outros animais, parece se tratar de uma má formação desse indivíduo. Atualmente animais com duas cabeças existem mas são raros, e esse tipo de “defeito” é muito estudado inclusive em medicina. Alguns desses animais incluem cobras, lagartos, crocodilos e tartarugas e chegam a viver por alguns anos, geralmente com a ajuda do homem, pois seria muito difícil um animal desses resistir sozinho na natureza.

 

Embora essas raridades sejam conhecidas da Ciência, os pesquisadores tentam verificar se o fóssil não seria algum tipo de “montagem” resultante dos processos que geraram o fóssil, ou seja, se o esqueleto encontrado na verdade não poderia ser uma sobreposição de dois animais mortos. Até agora não há provas disso e os descobridores do raro fóssil defendem que se trata de um animal com duas cabeças.

 

Gostou? A Paleontologia está cheia de curiosidades como essa...

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 18h17
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Revirando a origem dos mamíferos

10/07/2007

 

Há algum tempo a história dos mamíferos sobre a Terra tem sido contada a partir de um pequeno ancestral, parecido com um musaranho atual (mamífero da Família Soricidae, medindo entre 2,5 e 10cm de comprimento e pesando até 15g). Isso porque os fósseis mais antigos relacionados a um mamífero permitiram reconstituir um animal semelhante. O fóssil foi descoberto há 10 anos no fantástico deserto de Gobi na Mongólia, e motivou inúmeras pesquisas sobre os mamíferos.

 

Os restos desse animal foram encontrados em rochas do Período Cretáceo (entre 145 e 65 milhões de anos atrás). Segundo conclusões recentes, os mamíferos placentários (ou seja, aqueles que têm placenta, assim como nós) teriam surgido há cerca de 65 milhõesde anos no final do Período Cretáceo (final da Era Mesozóica) e início do Período Terciário (início da Era Cenozóica), justamente quando os dinossauros desapareceram.

 

O pequeno animal encontrado fossilizado recebeu o nome de Maelestes gobiensis e teria entre 75 e 71 milhões de anos. O estudo realizado em cima desse fóssil envolveu a comparação com mais de 400 tipos diferentes de esqueletos de mamíferos atuais e também fósseis. Essa iniciativa tinha como um dos objetivos determinar se o Maelestes gobiensis era um mamífero placentário. Como resultado, os pesquisadores concluíram que nenhum dos fósseis de mamíferos conhecidos para o Período Cretáceo eram de placentários, o que leva à conclusão de que os placentários surgiram entre os períodos Cretáceo e Terciário. Essa conclusão combina perfeitamente com uma teoria já mais antiga que diz que a morte dos dinossauros (após a grande extinção) abriu caminho para o florescimento dos mamíferos, uma vez que os dinossauros desapareceram e os mamíferos aproveitaram os nichos deixados por eles.

 

Como ocorre com muitos fatos científicos há correntes de pesquisadores que reconhecem o trabalho realizado mas não acreditam nas conclusões, preferindo acreditar em outros estudos que afirmam que os mamíferos placentários já estariam presentes no Período Cretáceo.

 

É assim que se faz Ciência...

Equipe DINOSFERA



Escrito por Dinosfera- Fernanda e Luiz às 10h41
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